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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mais um daqueles emails que recebo aos montes. Não, eu não estou reclamando, mas eu recebo muitos mesmo. E a vertigem que dá, ler tanta informação, confunde a mente. Não permite estar certo do que é real e até que ponto ser tão categórico é o melhor modo de agir.
A situação é interessante:
"Direitos humanos...

 Uma senhora americana escreveu um punhado de cartas à Casa Branca, queixando-se do tratamento dispensado aos
 'insurgentes presos' (terroristas), sob custódia do seu governo na baía de Guantanamo. Ela recebeu a seguinte
 resposta do governo:

"CASA BRANCA
600
Pennsylvania Avenue - Washington,D.C. 20016


Cara e preocupada cidadã:
Muito obrigado pelas suas recentes cartas contendo críticas ao modo como tratamos elementos do
Talibã e da Al Qaeda presos atualmente nas prisões da baía de Guantanamo, em Cuba. 


 Nossa administração trata tais assuntos com seriedade e a sua opinião foi ouvida em alto e bom som aqui, em Washington.

A senhora adorará saber que graças às preocupações de cidadãos, como a senhora, nós estamos
criando uma nova divisão do Programa de Reeducação de Terroristas que vai chamar-se 'PROGRAMA DE ACEITAÇÃO
LIBERAL E ESPONTÂNEA DE RESPONSABILIDADE MORAL POR ASSASSINOS', ou seja, ''terrorista adotivo'.

De acordo com as premissas desse novo programa, decidimos alojar um terrorista sob seus cuidados pessoais.

Seu prisioneiro pessoal foi selecionado e o seu transporte, até a sua casa, foi programado para ser feito, sob escolta pesadamente armada,
 na próxima segunda-feira.
Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (pode chamá-lo simplesmente de Ahmed) está destinado a ser tratado pela senhora com o sentido de se
obter os padrões que a senhora pessoalmente tanto exigiu em suas cartas.
Provavelmente será necessário que a senhora c ontrate alguns vigilantes para assisti-lo.
Faremos inspeções semanais para nos certificarmos de que os seus padrões de tratamento estão compatíveis com os que a senhora tão veementemente recomendou em suas cartas.

 Muito embora Ahmed seja um sociopata extremamente violento, esperamos que a sua sensibilidade ao que descreveu como seu 'problema de atitude' possa superar tais falhas de caráter.
Talvez a senhora esteja certa ao descrever estes problemas como meras 'diferenças culturais'. Compreendemos que a senhora certamente
 planeja oferecer-lhe aconselhamento e escolaridade.
Seu 'terrorista adotivo' é extremamente proficiente em combate corpo a corpo e pode tirar uma vida humana com coisas tão simples como um lápis, um prego ou um clipe.
Aconselhamos que a senhora não peça a ele para demonstrar tais habilidades a o grupo de ioga a que pertence.
Ele também é perito em produzir uma ampla variedade de mecanismos explosivos a partir de produtos domésticos comuns, de modo que a senhora, talvez, deseje guardar esses itens em local bem trancado, a menos que, em sua opinião, isto possa ofendê-lo.
 Ahmed não irá querer interagir com a senhora ou com suas filhas (exceto sexualmente), uma vez que ele considera as mulheres como
 formas sub-humanas de propriedade.
Este é um ponto particularmente sensível para ele e, por isso, ele é conhecido por seu comportamento violento em relação às
 mulheres que não conseguem se submeter ao seu código de vestuário, que ele recomenda como o mais apropriado a ser adotado.
Estamos certos de que vai apreciar a anonimidade proporcionada pela 'burka' com o passar do tempo.
Lembre-se apenas de que tudo faz parte do: 'respeito à sua cultura e às suas crenças religiosas'! Não foi assim que a senhora colocou o problema?
 Obrigado, mais uma vez, pelas suas cartas.
 Nós realmente apreciamos quando pessoas, como a senhora, nos mantém informados sobre a melhor maneira de conduzirmos o nosso trabalho.
Dispense ao Ahmed o melhor dos seus cuidados - e lembre-se: estaremos de olho!
Boa sorte!

Cordialmente, Seu amigo Donald Rumsfeld - Secretário de  Defesa do EUA"


 Então, você acha certo mandar o terrorista para a casa da senhora indefesa? Não? 
 E ela, não foi imprudente ao criticar de forma tão dura as atitudes tomadas?

E se fosse no Brasil? Seria mais fácil? Será que já nos acostumamos com a vista grossa que se faz acerca dos crimes cometidos por aqui? Sabemos que na maioria das vezes se o cara não tiver o azar de estar acontecendo algum escândalo político, ele nem será notado. Azar por que é possivel que o crime dele seja usado pela mídia para desfoque do primeiro assunto. Tudo bem, é nesta hora que o povo tem a oportunidade de ver a justiça sendo feita. E é assim que as coisas vão fluindo.

 Ninguém quer para si o pepino para ser "descascado". É mais fácil jogá-los todos na prisão, sistema defasado, porém o único que temos. Querendo ou não, algum efeito deve surtir. Antes isto do que nada. Graças a Deus não estamos em infernos na terra como as guerras em Israel ou na Faixa de Gaza.

Mas não. Não devemos ser complacentes com os criminosos. Nem desviar a atenção que se dá aos acontecimentos políticos. Devemos saber como e de quem cobrar as devidas atitudes em relação a estes acontecimentos. Sem deixar que os assuntos tomem proporções erradas, e se sobressaiam sobre outros, que não são menos importantes. Eu particularmente, se é que cabe agora, não perco a esperança de que sejamos uma nação ciente dos acontecimentos. Mas ciência no sentido real da palavra, saber, entender, refletir, raciocinar. Ter uma opinião, dar a cara a tapa para poder expressá-la. Não ter vergonha do país em que vivemos, mas sim ajudar na construção do seu futuro.


No fim nem sei se estamos certos ou errados, o julgamento pertence aqueles que se prepararam para tanto. Eu estou aqui somente para provocar a reflexão sobre tais assuntos, mas não julgá-los. 



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Miss Imperfeita...

Bom, recebo muitos emails, e dentre eles achei que este foi muito oportuno para momentos de flouxetina...

  A independência feminina trouxe coisas boas e o peso da perfeição. Tem que ser mãe, dona de casa, estudante, profissional e gostosa! E tudo com muita competência. O email entitulado "Miss Imperfeita" é um texto da jornalista e escritora Martha Medeiros que foi publicado na Revista O Globo e retrata muito bem a vontade que algumas mulheres têm de serem mais humanas. Nem todas entram na calça tamanho 38 e medem 1,70m de altura. Mas todas são bonitas, pelo menos pra alguém, e competentes, pelo menos ao ponto de terem uma formação e sucesso em suas vidas... Em todos os sentidos... Basta agora sabermos até onde é preciso ir, para termos o tal sucesso. Sem sacrificar nem um lado, nem outro. Segue o texto dela abaixo. Bom para reflexão.

"Viver melhor.....

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de emails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. 

Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.                                
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante"



Martha Medeiros

 Será que a Madonna pensa assim também???

Concordo muito com a Martha. Levo comigo suas dicas e para quem tiver curiosidade sobre as criações da jornalista, pode conhecer visitando o http://www.pensador.info/p/martha_medeiros/1/ , lá tem ótimos textos dela.

Até!

domingo, 22 de novembro de 2009

Cazuza, um idiota morto?? Será mesmo?

Hoje recebi um email, segue abaixo uma cópia:

"Esse cidadão dizia "todos os meus heróis morreram de overdose". E era aplaudido.

  
      É... DEVERIAM COLOCAR o texto abaixo NUM OUTDOOR LÁ NA PRAÇA CAZUZA, NO LEBLON...

                    Psicóloga x Cazuza!

              Esta mensagem precisa ser retransmitida para todas as FAMÍLIAS!
              Uma psicóloga que escreveu, corajosamente, algumas verdades.

  Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:
  'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora... As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
 
Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele é, no mínimo, inadmissível.
              Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.              
            No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
           São esses pais que devemos ter como exemplo?
           Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora...
           Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
           Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
           Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente, por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
            Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
            Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
            Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
            Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .
            Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar... Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.                
            Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'

                     Karla Christine
                   Psicóloga Clínica"

>> Será mesmo, que o filme veio mostrar o que é certo? Ou veio justamente para ilustrar a vida daquele que teve um fim bem trágico. Claro que as pessoas têm consciência de que o que ele fazia não era certo! Isto não diminui o talento da pessoa, mas serve de alerta para não pensarmos que basta ter dinheiro e ser famoso. Acredito que as pessoas são inteligentes o bastante para saber que bacanais e drogas não são exatamente saudáveis, e as que foram ao cinema, gostando ou não dele, sabem bem que foi tudo isto que o levou à morte. Portanto idolatrar o Cazuza não é realmente indicado, mas reconheçamos, são poucos os que conseguem expressar poesia como ele!


 Tenho uma filha e sei que dizer não é bem difícil, mas eu digo e ela entende, ou não, isto realmente só vou saber se deu certo depois que ela crescer. E veja, a mãe do Cazuza mesmo, como citado no texto, admitiu os erros do filho. O que significa que as pessoas, inclusive as mais próximas tinham ciência dos erros dele. O que me deixa mais convencida de que o filme atua como um simples documentário, ilustrativo, informativo, e não como uma defesa do Cazuza. E a diferença entre ele e o Fernandinho Beira-Mar, acredito que seja um pouco mais profunda do que smente o local de nascimento. Devemos sim rever nossos conceitos, mas daí a sair taxando as pessoas conforme nossos achismos eu acredito que seja um pouco demais.
 
Karla Christine, gostaria de entender melhor por que você acredita que o filme mostra a história defendendo, ao invés de somente ilustrando?

Se é que esta psicóloga existe mesmo, se não é somente um pseudônimo ou fake para alguém falar mal do cantor...