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sábado, 12 de março de 2011

Música Gospel, só para quem tem bom gosto...

Quando estávamos no primeiro ano de faculdade, o nosso amado professor de redação (sem ironias) nos deu a tarefa de ler "A Sangue Frio" de Truman Capote. Um título imprescindível a qualquer jornalista, desde que este se aprofunde um pouco mais na história tão fascinante que há por trás de tantas páginas de suspense. Mas hoje eu quero comentar um fator, somente um, no livro todo, que me deixou ainda mais intrigada.

Se eu citar agora aquelas pessoas que adoram ouvir hinos de igreja e se sentem "santas" e "puras" por isso você não vai entender. Mas eu explico. Depois do livro eu passei a ter certeza de uma teoria que se formava na minha mente. De que não basta só ouvir músicas religiosas ou as chamadas "gospel", para que a pessoa se torne um ser humano de bem.

No livro, Dick e Perry seguem até a cidade onde moram os Clutter, a fim de matar a todos, e, entre outras coisas, ficarem com a suposta pequena fortuna que eles guardavam em um cofre em casa. Sim, eles eram ladrões e assassinos, e agora que já dei um rápido apanhado sobre o desenrolar do livro reportagem, baseado em fatos reais eu vou dizer afinal o que me intrigou.

Os assassinos, mais precisamente Perry, cantava canções religiosas, que por sinal eu conheci na voz de Elvis. Músicas muito bonitas. Quando li a estrofe no livro, que relatava ser apenas uma das tantas que Perry entoava em seu caminho de atrocidades. Depois de ler que  um dos assassinos de uma família inteira cantava música gospel, muita coisa se explicou para mim.

E minha teoria, de que somos o que somos e não o que fingimos ser, se confirmou. Você não será salvo apenas por entoar hinos de igreja, se depois disso fizer coisas que não gostaria que fossem feitas com você. Pense nisto. A musica é linda, então segue o video e a letra, para conhecerem-na. E na oportunidade, leiam o livro, é muito bom!

In The Garden







I come to the garden alone
While the dew is still on the roses
And the voice I hear falling on my ear
The song of God discloses

And He walks with me
And He talks with me
And He tells me I am his own
And the joy we share as we tarry there
None other has ever known

He speaks and the sound of His voice
Is so sweet the birds hush their singing
And the melody that He gave to me
Within my heart is ringing

And He walks with me
And He talks with me
And He tells me I am his own
And the joy we share as we tarry there
None other has ever known








segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Foras e Furos dos Jornalistas - Num mau sentido





 Ainda não posso me considerar uma jornalista, mas já consegui chegar ao 3º ano do curso, e nesta data marco o ingresso na carreira, fazendo estágio em uma rede de TV. No meio disto tudo, da vontade de ser jornalista profissional e de levar a informação ao espectador, ouço muitas coisas negativas a respeito, e até engraçadas. As mais engraçadas de todas estão no blog do Duda Rangel. Segue abaixo um dos seus textos, que pode ser encontrado em Desilusões Perdidas.


"30 cagadas imperdoáveis de um Jornalista


1. Perceber que o gravador está sem pilhas só na hora de ligá-lo.
2. Não ter caneta ao começar uma entrevista.
3. Esquecer o nome do entrevistado (mas se o entrevistado for um ex-BBB, a cagada é perdoável).
4. Escrever um texto cheio de clichês.
5. Colocar uma maldita vírgula entre o sujeito e o verbo.
6. Falar “a nível de” e achar o máximo.
7. Fazer perguntas sem nexo a um entrevistado por desconhecimento do assunto.
8. Chegar atrasado e todo suado a uma pauta importante.
9. Falar palavrões num link de TV acreditando estar fora do ar.
10. Editar a matéria de um repórter e assinar com o nome de outro.
11. “Matar” um personagem vivo por erro de apuração.
12. Cometer uma barriga com base em informação de um perfil fake do Twitter.
13. Confundir boato com fato.
14. Esquecer na redação a credencial para um evento importante.
15. Tornar-se assessor de imprensa mesmo odiando ser assessor de imprensa.
16. Narrar um gol do XV de Piracicaba como se fosse do XV de Jaú (e vice-versa).
17. Continuar fazendo frilas para uma editora que sempre dá o cano na hora de pagar.
18. Não dar ouvidos ao pai quando ele perguntar “você tem certeza que quer estudar mesmo jornalismo?”.
19. Publicar legenda esquecendo de deletar o texto de advertência “checar o nome do careca da foto”.
20. Chegar a uma pauta num velório e perguntar para a família do morto se está tudo bem.
21. Entrar no ar com a boca cheia de biscoitos, principalmente se for na TV Globo.
22. Estender a mão para cumprimentar um entrevistado cego.
23. Perder 50 linhas de um texto que não foi salvo depois de um tilt do computador, a poucos minutos do fechamento.
24. Dar em cima da estagiária gostosa que é amante do diretor de redação.
25. Dar para a fonte achando que só por causa disso terá informação privilegiada.
26. Se empanturrar de comer numa coletiva já estando com uma prévia indisposição estomacal (cagada literal).
27. Esquecer de ouvir o outro lado, mesmo que o outro lado seja o do doutor Paulo Maluf.
28. Levar a(o) namorada(o) para uma pauta roubada num sábado à noite.
29. Interromper uma entrevista porque o seu celular tocou (se o toque for um axé, cagada duplamente imperdoável).
30. Não entender a própria letra no bloquinho de anotações."



Confesso que já cometi alguns dos erros citados acima, mas como eu já disse, ainda não sou jornalista, então estou perdoada. Errar uma vez é humano, mas quando seu emprego depende disto, não erre nunca!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Verão é tempo de Aranha Marrom

MATERIA PUBLICADA NO JORNAL COMUNICARE EM OUTUBRO DE 2009

Os incidentes poderão aumentar em até 260% segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Estado, que dá o alerta para que a população tome os devidos cuidados para se protegerem dos possíveis.

A Secretaria de Saúde do Estado (SESA) divulgou que em até novembro de 2009 foram registrados mais de 3.900 casos de pessoas picadas por aranha marrom no Paraná, sendo pouco mais de 3.100 só em Curitiba. E a previsão é de que este número pode aumentar em até 260%. Isto porque o calor faz com que o animal saia de sua toca para se alimentar e em Curitiba isto ocorre com maior freqüência, principalmente na primavera e no verão.
Durante as estações frias a Aranha quase não sai do seu habitat, pois não há muitos insetos, dos quais ela se alimenta e, portanto não pode gastar muita energia. Já no calor temos muitos mosquitos e outros insetos pequenos. A aranha sai para caçar e é nesta hora que acontecem os maiores casos de picadas. Elas estão geralmente em entulhos, atrás de quadros, embaixo das camas, onde há muito papel ou objetos guardados por muito tempo, onde ela fica enquanto está frio. 

“A maioria dos casos 
acontece quando o animal é
 pressionado contra o corpo,
 ao vestir uma roupa ou sapato.”



O Doutor Luiz Fernando Pereira, biólogo e professor da PUCPR, nos explica que “o verão é a estação preferida da Aranha Marrom. Nossa capital é muito fria no inverno mais é extremamente quente no verão. Há alguns anos não havia casos como estes em Curitiba, mas com toda a mudança de clima que está ocorrendo no mundo, tudo por nossa plena culpa, e o verão está cada vez mais com temperaturas elevadas estão ocorrendo muito variações no meio ambiente. Também em virtude do desmatamento e redução dos seus predadores (lagartixa, galinha e sapo), ela adquiriu hábitos urbanos e os acidentes aumentaram. Durante o inverno a Aranha fica numa espécie de acasalamento e reclusão, quando esquenta muito e de forma rápida ela sai com força total para alimentar-se e quando se sente indefesa acaba atacando para sobreviver”
Ele orienta a população com algumas dicas de prevenção. Afirma que para evitar este desagradável acontecimento é importante cuidar bem da higiene da casa, mas mesmo cuidando da limpeza é preciso estar atento pois o animal também habita em cascas de árvores, fendas de muros, paredes e forros, portanto vedar a entrada dela é importante para que ela não entre. No caso de o animal já estar vivendo dentro de casa, não se indica o uso de inseticidas para combatê-la, pois este tipo de veneno não é eficiente, mas funciona somente como um repelente, fazendo com que ela migre e possa ir para um local mais perigoso ainda, como uma cama ou um sofá. O certo mesmo é o bom e velho chinelo, que mata sem deixar dúvidas. Claro que não é aconselhável sair matando todos os animais, mas pelo menos aqueles que oferecem algum risco.

“Existe uma equipe de mais de cem profissionais 
do Centro de Saúde Ambiental que realiza 
diariamente o trabalho de prevenção e
 informação por toda a cidade.”




Existem várias espécies de aranhas pelo mundo, mas segundo Doutor Pereira, no Brasil somente a Aranha Marrom é capaz de matar um ser humano. O biólogo oriente “se a pessoa for picada e identificar que foi uma aranha marrom, não deve lavar, nem aplicar nada no local, mas sim correr para uma Unidade de Saúde imediatamente”. Porém se a pessoa sentir ardência e coceira sem ter certeza de qual animal ou inseto foi o causador, ainda assim ela deve se dirigir ao atendimento médico, para ser encaminhada se diagnosticada como picada de Loxosceles.
O Doutor lembra que existem ações da Prefeitura Municipal de Curitiba e Secretaria de Saúde do Estado. Existem também os mutirões de limpeza, uma equipe de mais de cem profissionais do Centro de Saúde Ambiental que realiza diariamente o trabalho de prevenção e informação por toda a cidade e o monitoramento de 2.500 locais estratégicos. São cemitérios, borracharias, garagens de ônibus, transportadoras e depósitos de material de construção passando por limpezas e inspeções periódicas. Mas como a maioria dos casos acontece quando o animal é pressionado contra o corpo, ao vestir uma roupa ou sapato, o biólogo reforça que o melhor modo de prevenção é mesmo a inspeção destes e outros objetos pessoais antes do uso, para evitar este contato inesperado.
MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL COMUNICARE EM NOVEMBRO DE 2009


Impasse entre ordem e cumprimento. A Urbs deveria ter desligado os radares das ruas de Curitiba logo apos o acórdão, mas isto ainda não aconteceu. Qual é o papel do radar afinal, punir ou educar?

O Tribunal de Justiça do Paraná acredita que a prestação de serviços por parte da Consilux, empresa que mantem os radares de Curitiba, é irregular. Segundo o TJ-PR o trâmite correto é um novo processo de licitação que deveria contratar uma empresa dentro dos parâmetros exigidos. No entanto a empresa que ainda está no posto, vem se mantendo por meio de aditivos de prestação de serviços desde 2001.
 No dia 03 de novembro saiu uma decisão em caráter liminar, da 4.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, ordenando a suspensão do contrato entre a Prefeitura e a Concilux, o que implica no desligamento dos equipamentos. A consequencia do desligamento dos radares é a maior discussão. A equipe do A Voz Curitibana ouviu alguns usuários do trânsito sobre o assunto. Uma enquete perguntou se os radares serviam para educar o condutor e somente 3% dos entrevistados acredita que sim, mas a grande maioria acha que não.
 A estudante de Jornalismo Cintia Aleixo, 20 anos, disse que para ela os radares não educam, mas sim agem de forma punitiva para quem infringe leis. Disse ainda que para educar os condutores será preciso bem mais que isso e que com certeza muitos e muitos anos até obtermos um resultado. Pedro Brasil Jr, editor de 35 anos, também acredita que os radares não são educativos. Ele afirma que “os radares foram colocados em pontos estratégicos apenas com o intuito de flagrar distraídos ou afobados. Trânsito é simplesmente uma questão de bom senso e educação. Não adianta radar se, ao passar por ele reduz-se a velocidade para menos de 60km/h e logo adiante, poucos metros, os condutores atolam o pé e lá vão perto dos 100Km/h. Fabricamos veículos potentes, enchemos as ruas e estradas de radares e o pior, temos que trafegar na buraqueira ou pagar pedágio para trafegar um pouco melhor. E paga-se muito por tudo isto sem que se veja uma solução". Para ele, uma primeira providência seriam as lombadas tradicionais, fiscalização e blitzes trariam um melhor resultado. 
Já a pedagoga e instrutora de trânsito Êrica Nickel, de 32 anos, acredita que o radar educa justamente através da punição, segundo Êrica “o adulto já adquiriu e reforça dia a dia comportamentos errados no trânsito. Os radares funcionam como um controle comportamental e educam por meio da punição, já que não temos educação de trânsito de qualidade e permanente”. Ela lembra que para mudar o comportamento é preciso educação a longo prazo, daquela que aprendemos em casa e na escola, fiscalização para fazer cumprir a lei e infraestrutura, como vias bem sinalizadas, adequadas a todos os usuários, etc.
Vanessa Serrão, consultora de vendas, de 27 anos, além achar que os radares educam, é contra o desligamento, até que o Curitibano e os brasileiros, como um todo, sejam de fato educado antes de começarem a dirigir. Assim como o web-designer de 28 anos, Ronaldo Ribeiro, que considera que mesmo não agindo de forma educativa, ele serve para manter a ordem no trânsito das cidades. 
O engenheiro especialista em trânsito Celso Alves Mariano lembra para o fato de que o trânsito tem tido índices crescentes de acidentes, e estes estão se tornando cada vez mais violentos. Ele acredita que ações sociais, campanhas e a mídia ajudam muito, mas não é o suficiente. Segundo o especialista o radar é importante, mas educação não pode ser somente punitiva, como o que acontece com quem ultrapassa os limites de velocidade.  A população de hoje, condutores ativos, em sua maioria, segundo Celso, não foi educada para o trânsito, e se a quantidade de acidentes ainda não virou uma carnificina, é por que muitos têm medo, seja de ser multado ou mesmo de morrer por conseqüência de um acidente. Para ele desligar os radares não será uma boa idéia, pois estes índices com certeza aumentarão, e isto vai impactar principalmente em gastos da verba pública, dinheiro que poderia ter como destino a construção de escolas, hospitais e a educação, principalmente para o trânsito.
Celso compara os infratores, inconscientes do trânsito, com aqueles que não se cuidam na hora da alimentação, ou que fumam. O ato de dirigir ou estar dentro de um carro em movimento sem o cinto de segurança é o mesmo que fumar, a diferença é que o efeito do primeiro é imediato e pode envolver outras pessoas. No entanto ainda se vê com facilidade nas ruas, muitos condutores sem cinto, ao volante, e até com um cigarro na mão. Ele finaliza dizendo que o começo deste trabalho para melhorar o trânsito nacional é a conscientização, principalmente dos órgãos responsáveis, mas também por parte dos próprios condutores, que precisam entender que o trânsito machuca, de verdade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tempo instável é sinal de prejuízo

    Moradores de algumas regiões da Grande Curitiba ficam sempre alerta. Se o tempo fechar pode ser que não dê tempo de salvar seus pertences. Esta é a realidade de algumas pessoas que residem próximo a rios ou córregos. Quando acontecem chuvas muito fortes os rios não conseguem dar vazão a todo o volume de água. A estrutura urbana agrava a situação com a poluição e o entupimento de bueiros com o acúmulo de lixo. As consequências são a perda de moveis e até da residência por completo. A secretária do lar Sonia Aparecida de Sousa conta que na região onde mora, existem muitos catadores de lixo reciclável. O que eles arrecadam e não usam acaba indo parar nos rios próximos. Quando chove o resultado é só um, enchente. Sonia aborda a questão da impermeabilização da natureza. “Cobrem os rios para construir suas casas, assim, em dias de chuvas fortes, os rios acabam transbordando. 
    E acabam prejudicando as pessoas que têm suas casas regularizadas” diz. Ela ainda destaca que no seu bairro existem algumas indústrias e estas fazem a sua parte cuidando para não poluir o meio ambiente. No início deste ano o mau tempo e os danos causados a população levou os mo redores das regiões afetadas a protestarem, exigindo uma posição mais ativa dos governantes.
 Para apoiar as pessoas que sofrem com as consequências das cheias o governo atua liberando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, FGTS. É feita uma analise da ocorrência e se for constatada pertinente o recurso é liberado. 
    O gerente da Caixa Econômica Federal, Rafael Vinicius Machado explica que as agências bancárias atuam somente como "pontes" do dinheiro liberado entre o órgão e o beneficiado, mas quem detém o poder de decidir sobre a liberação é o Governo Federal. Segundo Machado “existem verbas de emergência previstas nos orçamentos das esferas do Poder Público” e por este motivo quanto mais as cidades forem afetadas, pior é para os cofres públicos. Pode ser que o Governo Federal precise arcar com valores que não estavam previstos, e causar um desequilíbrio na economia nacional. Um exemplo de mudanças na economia é o reajuste de seguro de automóveis. Este serviço pode sofrer alteração nos preços devido às mudanças repentinas do tempo. 
    O que acontece é que as seguradoras estão tendo cada vez mais trabalho em ressarcir ou recuperar os danos causados pelo mau tempo. Chuvas fortes, vendavais e enchentes são os principais causadores desses estragos e sendo assim os valores acabam se elevando. O caso mais frequente é quando o veículo é arrastado pela correnteza das cheias.  A Defesa Civil nacional disponibiliza através do www.defesacivil.gov.br informações detalhadas sobre o auxílio prestado em casos de desastres naturais e orienta sobre como proceder em situações de emergêcia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Verdade ou mentira...

O caldo de informações pode conter alguns caroços

A malha cibernética dos códigos binários e sua infinita ordenação que montam e remontam as informações é a segunda maior fonte de informação e de troca dela, em todo o mundo. No Brasil uma pesquisa encomendada pela Máquina da Notícia ao VoxPopulli apontou a TV na liderança do fornecimento de informações com 55,9%, e a internet em segundo com 20,4%. Sendo assim o consumidor que ficava somente em frente às telas somente absorvendo informações, já não é um simples anônimo, ele tem a opção de se expressar livremente através de seu blog, ou Twitter. Mas também não poderá ainda ser considerado um profissional de comunicação, se não tiver a formação necessária. A grande concentração de atenções neste mundo maravilhoso da internet nos conduz a erros e acertos. É quase que de uma facilidade infantil, escreve-se o tema desejado na barra central e “shazam!”, surgem milhões de resultados. Quais deles vão realmente trazer aquilo que procuro? Quais são de fontes confiáveis? Existem muitos que são a mera opinião de quem escreveu. Outros são mesmo informações falsas e até caluniosas.

A democratização do espaço virtual trouxe uma enxurrada de coisas sem nexo, todo mundo quer falar o que pensa. Poucos trazem embasamento para tanto. O conceito de verificação e checagem das informações que tanto é incentivado aos jornalistas não é um hábito entre alguns blogueiros e twitteiros, por exemplo. Alguns deles acabam por repassar sem muita preocupação tudo aquilo que escutam, que lêem, ou que “ficam sabendo”. Quem perde com isso? A sociedade, talvez, ou eles mesmos, que uma hora ou outra vão acabar saindo desta situação de forma não muito agradável. Como ocorreu no caso em que Rubens Barrichello abriu um processo contra o Google, em 2006, exigindo que os perfis falsos da rede Orkut que estivessem relacionados a ele fossem retirados.

A sociedade perde com isso? Sim, claro que perde. Quando existe o repasse de uma quantidade enorme de informações que mal se pode distinguir o bom do ruim, o certo do errado, a situação fica complicada. O espectador não consegue digerir aquilo que está recebendo e então não processa a mensagem que realmente deveria absorver, mas sim só um monte de informações que o confundem cada vez mais. Existem teorias “da conspiração” por parte de alguns céticos de que isto é tática para manter o povo ocupado, como a TV que mostra milhões de propagandas barulhentas e coloridas, que hipnotizam o consumidor e o convence de que ele precisa daquilo para viver. Pode ser que seja. Pode ser que não. Acredito que depende de quem está do lado de cá da telinha ou do monitor. Você tem discernimento para absorver o que importa para você, o que é real? Ou vai acreditar que tudo que você lê, assiste ou escuta é verdade?

Renato Vinicius Filipov, pós-graduado em engenharia de software pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) fez um alerta para a veracidade das informações em seu blog recentemente. Segundo ele é preciso ter olhar crítico para poder identificar o falso e o verdadeiro. No blog Renato conta que a defesa do Google no caso do processo de Rubens Barrichello apresentou a afirmação de que eles somente disponibilizam a ferramenta, mas não se responsabiliza previamente pelo conteúdo publicado. Textos, vídeos, perfis falsos, notícias, e até o site Wikipédia, que serve como uma “Barsa” já tem aquela fama de não-confiável. Se for precisar da informação para algo mais sério é melhor checar para não haver complicações. 

Na dúvida não (acredite) publique! 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Parlamento juvenil reúne iniciantes na vida política

Jovens são selecionados através de suas ideias e seus ideais para representarem seus estados   


  A vida política e suas responsabilidades é coisa que diz respeito aos adultos, certo? Errado. Muitos jovens estudantes do mundo atual estão preocupados, e muito, com as questões que envolvem seu futuro. Luana do Rocio Furlan Marcelo, de 17 anos é um destes jovens. Luana foi selecionada no Programa Parlamento Juvenil através de um texto com o tema “O ensino médio que queremos” junto com mais outros 3 alunos dentre os 15 finalistas em todo o Paraná. Os selecionados foram para Brasília participar da segunda etapa, que escolheu um dos três para ir ao Uruguai, discutir sobre questões como promover a mobilização entre os jovens de ensino médio dos países participantes do Mercosul em torno da temática “O ensino médio que queremos”. Luana foi selecionada e dia 14 de outubro embarca para Motevidéu para representar o Paraná. Ela retorna no dia 17 do mesmo mês.
    A estudante, que está cursando o primeiro ano do segundo grau em um colégio estadual de Almirante Tamandaré, lamenta ter reprovado e tem muitos planos para o futuro, entre eles ser presidente do Brasil. Luana afirma que se sentiu sortuda por ter tido seu texto selecionado para o programa internacional que vai trazer conhecimentos para que possa atuar na vida política. Ela conta que teve somente um dia para fazer a dissertação e que foi muito elogiada pois foi objetiva e clara, expondo ideias e fazendo propostas. E como qualquer jovem, está nervosa com a viagem ao exterior.



Luana teve somente
 um dia para fazer a
 dissertação e foi 
muito elogiada

  


Luana, os colegas Diego D. M. Pinto e Messias D. Andrade, 
e o professor Ari Luis Jarczewski na segunda etapa, em Brasília

 O projeto Parlamento Juvenil do Mercosul segue o modelo do Parlasul e a comissão dos dois tem 126 membros, sendo 18 de cada país. Ana Beatriz Cabral, diretora de concepções e orientações curriculares para educação básica do MEC, contou mais detalhes sobre o programa. “Os países envolvidos, por meio de suas instâncias educacionais, mobilizaram estudantes e docentes, disponibilizaram material para discussão, elaboraram suas declarações nacionais e selecionaram representantes para, junto ao Parlasul, que ocorrerá em outubro no Uruguai, possam encaminhar um documento único para os parlamentares sobre o tema escolhido”. A continuidade do programa ainda depende do sucesso deste processo que está acontecendo. Ana explica que “a continuidade do Projeto será discutida na Presidência Pro Tempore do Mercosul no Paraguai, no próximo semestre, em que os países farão uma avaliação do projeto e traçarão estratégias para garantir sua permanência”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fisioterapia abrindo caminhos

O direito de ir e vir não pode ser limitado pela deficiência...



O ser humano foi criado para ser livre e é acostumado a ser assim. Acostumado a se locomover por conta própria tão logo seus instintos o façam se sentir capaz. Inclusive este é um direito assegurado pela constituição brasileira, o direito de ir e vir. Mas quando a pessoa deixa de ser capaz de fazer isto por conta própria a ciência dá uma mãozinha. Sempre que se fala em portadores de necessidades especiais estamos falando de pessoas que precisam desta ajuda para que seu direito não seja limitado pela falta de condições.
A fisioterapia tem papel fundamental quando se trata da locomoção e da coordenação motora de pessoas com necessidades especiais. Ela faz com que o deficiente recobre parte ou toda a sua capacidade de locomoção, ajuda para que ele não tenha dores ou desconfortos. Normalmente quando se fala em fisioterapia se pensa logo em pessoas paraplégicas ou tetraplégicas, mas a especialidade ajuda também, e muito, aos deficientes visuais. Segundo a professora Andrea Pires Muller, mestre e diretora do curso de Fisioterapia da PUCPR, a pessoa ao adquirir a deficiência, precisa redimensionar seu espaço. Uma vez que a pessoa não enxerga, ela precisa ter maior controle de seus movimentos e assim poder ocupar o espaço de forma que não se machuque, nem esbarre em outras pessoas ou objetos.



O deficiente visual e a necessidade de redimensionar a estrutura
corporal após o trauma



A forma de percepção do deficiente se altera, e além de superar o trauma, ele precisa também se acostumar com a nova condição física. Fazer exercícios que o ambientem, e o tragam para esta nova realidade é fundamental para que o deficiente visual possa viver uma vida normal. Segundo a professora Andrea “o deficiente visual normalmente não procura a fisioterapia, mas sim promove adaptações na sua vida a fim de ter uma melhor noção de espaço”. Mas a fisioterapia pode a judar e muito nestes casos pois, como explica Andrea, “os estimulos propceptivos, que é o que faz com que tenhamos noção do espaço, no deficiente visual, ficam comprometido e ele não tem esta noção em função do não enxergar”. Com bastante treino e boa vontade do paciente, ele consegue melhorar a sua qualidade de vida e conviver com a nova condição, que limita por um lado, mas que desenvolve por outro, como o aumento na sensibilidade do tato e da audição. Com exercícios próprios para cada caso e estímulos para que ele tenha autoconhecimento da sua imagem corporal ele irá dominar seu espaço.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Industria da Multa?


      Curitiba conta com pouco mais de 100 radares distribuidos por toda a cidade para fiscalizar o excesso de velocidade dos condutores. Os radares já chegaram a emitir mais de 460 mil notificações em único mês. E a questão principal em torno das penalidades é a chamada indústria da multa. As opiniões a respeito do assunto se dividem entre contra e a favor e quem acaba sentindo no bolso é o infrator, que desrespeitou a lei. 
    
        O especialista em trânsito Celso Mariano, discorda do título. Segundo ele as leis estão lá por algum motivo plausível, um deles é a proteção do proprio condutor. O especialista faz uma analogia e compara, “assim como a lei que exige que o condutor não faça uso de alcool foi apelidada de ‘Lei Seca’, as penalidades impostas aos infratores e a arrecadação gerada foram apelidadas de ‘Industria da Multa’ ”. Para ele os meios de comunicação contribuem para que esta imagem se torne comum entre a população.

    Ele mesmo que foi multado na data desta entrevista, afirma que os codutores que cometem as infrações sabem que estão agindo de forma ilicita. Para Celso, o principio do funcionamento do trânsito vem da educação de quem o utiliza, e consiste em respeitar o espaço do proximo. Celso conta que “só caberia o titulo industria da multa tal qual é popularizado, por exemplo, numa lombada eletronica que esteja ajustado abaixo da velocidade que esta declarada, marcando 50 Km/h, mas estando regulada para 45Km/h, isso sim é uma armadilha”.

  Numa opinião contrária, o blogueiro e jornalista Esmael Moraes acredita que a indústria existe e prejudica os motoristas desavisados. Ele afirma que as penalidades podem ser chamadas de “barbaridades que se cometem contra a cidadania, a economia e a lei”. 

      A grande maioria das multas emitidas tem fundamento, geralmente causado por excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho. Estes são os causadores dos acidentes mais violentos. A maior reclamação em relação a arrecadação dos valores atraves destas infrações é o investimento que deveria ser feito com os recursos. O especialista Celso Mariano diz que desde que o CTB (Codigo Nacional de Transito Brasileiro) passou a vigorar, em janeiro de 1998 já haveria nos cofres publicos algo em torno de um bilhão de reais, dos quais 5% deveriam ser destinados a educação, porém não existem dados que comprovem o investimento. “Sem contar que o processo é contraditorio, se a fonte de investimento para a educação no transito vem das multas, o sucesso do porgrama elimina a fonte, e vira um círculo vicioso”.

domingo, 4 de julho de 2010

IX Encontro de Antigos - Antonina PR

Depois de uma semana bem corrida, consegui tirar um tempo para escrever sobre o IX Encontro de Antigos que aconteceu em Antonina no final de semana passado (26 e 27/06).


          Cada veículo, além de ser lindo, tem sua história. Como o SP 1973 do José Carlos Domanski. O carro precisou ser vendido às pressas devido a uma viagem do antigo dono, que era jogador de futebol. José contou com a ajuda de seu pai ele adquiriu o carro no ano de 1984, que até hoje não passou por nenhuma reforma, mantendo seu estado original. Inclusive portanto a placa preta, o que entre outras coisas, significa que o carro tem no mínimo 80 % de peças originais, principalmente as do motor.


Com esta compra José passou a gostar do antigo mobilismo e hoje possui outros veiculos como o Galaxie 500 de 1970, o Dodge Polara 1800 do ano de 1979, um Passat TS de 1978 mesmo ano do seu Alfa Romeo 2300, e do ano de 1975 um Jippe e um Fusca. Estes desta vez ele deixou em casa. 




   O casal Ronil e Sueli Ribas gostam do famoso MP Lafer, que causa sensação até em quem não entende nada de antigos. Eles já foram proprietários de seis carros deste modelo, cada um de uma cor. Hoje eles têm o amarelo, que era da cor pérola e tem seu interior todo produzido com bancos bordados e painel de madeira e o azul que não participou do encontro.







E você, gosta de ver os carrões novos da Citroën? Isso por que você não viu este Citroën 1949 que pertence a Elcio Bergamini. O carro pertenceu a três pessoas antes dele, e chegou a passar 30 anos com um dos proprietários. 
Com Elcio é o quinto ano e ele não pretende se desfazer da relíquia. O dono do modelo invocado faz questão de dizer que o carro é de origem francesa, mas foi todo montado na Inglaterra e também se mantém original. O destaque com certeza foi o medolo da porta, que abre ao contrário, o que chamam de porta tipo “suicida”, provávelmente por que era bem complicado para as mocinhas que trajavam saias na época de seu lançamento.



Além destas peças estavam lá marcando presença a turma de opaleiros, os Pumas, Fuscas estilosos, Dodges e Maverics invocados, Landaus e Galaxies e até um BelAir azul com branco. Mas entre todas as histórias uma chamou mais atenção. A do Triumph Mayflower do aposentado Alcione Policarpo Pereira.


Em março de 2002 Alcione descobriu um câncer no rim e a doença trouxe o medo da tortura psicológica. Ele sabia que precisava de algo para ocupar a mente e tentar não dar atenção à doença, de forma que esta não se tornasse um martírio para ele. Então ele resolveu que se ocuparia com o trabalho de restaurar o antigo. Alcione adquiriu o carro completamente destriudo e começou a reforma do zero. 



 
 Procurou peça por peça e hoje posa orgulhoso ao lado do carro verde que chama atenção, não pelo porte, nem pela cor, mas pela bela história de vida. Ele mostra com satisfação o seu trabalho e a trajetória registrada em fotos que ele apresenta em um quadro.


Alcione traz ainda uma miniatura que fica dentro do capô perto do motor, que para ele só não é perfeita por que não tem a mesma cor do Mayflower de verdade. Hoje o câncer já não o incomoda mais.


Entre os premiados do evento estavam o Crysler 300, que poderia ter ganho como o  carro mais longo, mas foi o ganhador da categoria The Best os Sixties, e o Cadillac Eldorado, que também é um carrão no sentido literal da palavra, mas que ganhou na categoria The Best of The Show. 

Pudera ele realmente era o mais lindo, e o seu interior em couro vermelho completou o espetáculo no conversível. O Encontro ainda teve a presença de Elvis cover, pra completar a sensação de estar passeando em Lodres na década de 60.


 

sábado, 22 de maio de 2010

Instabilidade que dói no Bolso

 Ter uma alimentação saudável está ficando um pouco mais caro. As fortes chuvas que vem ocorrendo desde o verão e a instabilidade do clima tiveram grande repercussão nos preços das hortículas, ou hortifruti, como são conhecidas. Uma pesquisa realizada pelo Disque-Economia revelou que os aumentos dentro do último ano variaram entre 50% e mais de 160%. Os produtos que sofreram as maiores altas foram os mais populares como a batata, o chuchu, e o pepino que foi o campeão de reajuste com 169%.
  O problema começa na lavoura. Quando o clima fica instável e apresenta grande volume de chuvas ou geadas intensas, grande parte da produção destes alimentos acaba sofrendo danos. São situações como queda na qualidade dos frutos, quebras no volume, ou até perda total produção. Aí entra a lei de oferta e procura, e os preços sobem. Quem paga com isto é o consumidor, que acaba tendo que substituir o produto que iriam comprar por um similar ou até desistir da compra, como a estudante Cinta Aleixo. Ela conta que se o valor estiver acima do normal ela deixa de comprar e acredita que os agricultores “saiam no prejuízo, pois se o preço sobre é porque a produção caiu e com o aumento de preço a população deixa de comprar”. Diferente da estudante e dona de casa, Cleomara Fernandes que acredita que haja especulação e que nem todos tenham saldo negativo cm estes aumentos repentinos.
  Mas como fugir do gasto excessivo sem perder o valor nutricional do alimento nem gastar além do que o orçamento permite? A professora e economista Maria Madalena Prybicz orienta com pequenas dicas para que o consumidor não precise pagar caro pelo mau tempo, “a população pode variar bastante na hora de comprar os produtos, não deixando que a pouca oferta seja a causa dos aumentos”, diz. Outro modo de driblar os altos custos é substituir os alimentos por outros da mesma família, “se a batata é muito cara, opte por batata doce ou cenoura por exemplo. Use somente as frutas da estação presente, procure sempre optar por frutas ou outras verduras que estejam em ofertas ou com preços reduzidos”, explica.
  A economista ainda alerta ao consumidor que exercite seu direito de fiscal e denuncie aos órgãos municipais caso identifique algum caso de aumento abusivo em relação aos preços destes alimentos. A professora ainda nos relembra ao fato de que “todos somos responsáveis por nossas economias domésticas ou das empresas - é bom sempre estar antenado com que está ocorrendo no mercado, mas nem sempre é somente o clima causador do aumento dos preços – existe especulação sobre o assunto o que gera expectativa na população – qualquer boato é motivo para especular e contribuir para que surja inflação”, finaliza.








Você Sabia?

Para acompanhar os altos e baixos dos preços das hortículas, entre outros produtos, a prefeitura de Curitiba disponibiliza dentro do seu site o Disque Economia. Um espaço de pesquisa voltado ao consumidor, onde ele pode procurar o produto desejado com o menor preço existente na cidade. Produtos de higiene, limpeza, alimentação e bebidas podem ser pesquisados por marca, região ou estabelecimento. Esta ferramenta poderá ajudar na árdua tarefa de pagar mais barato na hora de abastecer a dispensa. O gerente de um supermercado em São José dos Pinhais, Alexandre Gomes, acredita que quando os preços são altos todo mundo sai perdendo, o consumidor por que pode deixar de comprar e o estabelecimento que pode chegar a perder a mercadoria se não vender.