terça-feira, 26 de outubro de 2010

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL COMUNICARE EM NOVEMBRO DE 2009


Impasse entre ordem e cumprimento. A Urbs deveria ter desligado os radares das ruas de Curitiba logo apos o acórdão, mas isto ainda não aconteceu. Qual é o papel do radar afinal, punir ou educar?

O Tribunal de Justiça do Paraná acredita que a prestação de serviços por parte da Consilux, empresa que mantem os radares de Curitiba, é irregular. Segundo o TJ-PR o trâmite correto é um novo processo de licitação que deveria contratar uma empresa dentro dos parâmetros exigidos. No entanto a empresa que ainda está no posto, vem se mantendo por meio de aditivos de prestação de serviços desde 2001.
 No dia 03 de novembro saiu uma decisão em caráter liminar, da 4.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, ordenando a suspensão do contrato entre a Prefeitura e a Concilux, o que implica no desligamento dos equipamentos. A consequencia do desligamento dos radares é a maior discussão. A equipe do A Voz Curitibana ouviu alguns usuários do trânsito sobre o assunto. Uma enquete perguntou se os radares serviam para educar o condutor e somente 3% dos entrevistados acredita que sim, mas a grande maioria acha que não.
 A estudante de Jornalismo Cintia Aleixo, 20 anos, disse que para ela os radares não educam, mas sim agem de forma punitiva para quem infringe leis. Disse ainda que para educar os condutores será preciso bem mais que isso e que com certeza muitos e muitos anos até obtermos um resultado. Pedro Brasil Jr, editor de 35 anos, também acredita que os radares não são educativos. Ele afirma que “os radares foram colocados em pontos estratégicos apenas com o intuito de flagrar distraídos ou afobados. Trânsito é simplesmente uma questão de bom senso e educação. Não adianta radar se, ao passar por ele reduz-se a velocidade para menos de 60km/h e logo adiante, poucos metros, os condutores atolam o pé e lá vão perto dos 100Km/h. Fabricamos veículos potentes, enchemos as ruas e estradas de radares e o pior, temos que trafegar na buraqueira ou pagar pedágio para trafegar um pouco melhor. E paga-se muito por tudo isto sem que se veja uma solução". Para ele, uma primeira providência seriam as lombadas tradicionais, fiscalização e blitzes trariam um melhor resultado. 
Já a pedagoga e instrutora de trânsito Êrica Nickel, de 32 anos, acredita que o radar educa justamente através da punição, segundo Êrica “o adulto já adquiriu e reforça dia a dia comportamentos errados no trânsito. Os radares funcionam como um controle comportamental e educam por meio da punição, já que não temos educação de trânsito de qualidade e permanente”. Ela lembra que para mudar o comportamento é preciso educação a longo prazo, daquela que aprendemos em casa e na escola, fiscalização para fazer cumprir a lei e infraestrutura, como vias bem sinalizadas, adequadas a todos os usuários, etc.
Vanessa Serrão, consultora de vendas, de 27 anos, além achar que os radares educam, é contra o desligamento, até que o Curitibano e os brasileiros, como um todo, sejam de fato educado antes de começarem a dirigir. Assim como o web-designer de 28 anos, Ronaldo Ribeiro, que considera que mesmo não agindo de forma educativa, ele serve para manter a ordem no trânsito das cidades. 
O engenheiro especialista em trânsito Celso Alves Mariano lembra para o fato de que o trânsito tem tido índices crescentes de acidentes, e estes estão se tornando cada vez mais violentos. Ele acredita que ações sociais, campanhas e a mídia ajudam muito, mas não é o suficiente. Segundo o especialista o radar é importante, mas educação não pode ser somente punitiva, como o que acontece com quem ultrapassa os limites de velocidade.  A população de hoje, condutores ativos, em sua maioria, segundo Celso, não foi educada para o trânsito, e se a quantidade de acidentes ainda não virou uma carnificina, é por que muitos têm medo, seja de ser multado ou mesmo de morrer por conseqüência de um acidente. Para ele desligar os radares não será uma boa idéia, pois estes índices com certeza aumentarão, e isto vai impactar principalmente em gastos da verba pública, dinheiro que poderia ter como destino a construção de escolas, hospitais e a educação, principalmente para o trânsito.
Celso compara os infratores, inconscientes do trânsito, com aqueles que não se cuidam na hora da alimentação, ou que fumam. O ato de dirigir ou estar dentro de um carro em movimento sem o cinto de segurança é o mesmo que fumar, a diferença é que o efeito do primeiro é imediato e pode envolver outras pessoas. No entanto ainda se vê com facilidade nas ruas, muitos condutores sem cinto, ao volante, e até com um cigarro na mão. Ele finaliza dizendo que o começo deste trabalho para melhorar o trânsito nacional é a conscientização, principalmente dos órgãos responsáveis, mas também por parte dos próprios condutores, que precisam entender que o trânsito machuca, de verdade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tempo instável é sinal de prejuízo

    Moradores de algumas regiões da Grande Curitiba ficam sempre alerta. Se o tempo fechar pode ser que não dê tempo de salvar seus pertences. Esta é a realidade de algumas pessoas que residem próximo a rios ou córregos. Quando acontecem chuvas muito fortes os rios não conseguem dar vazão a todo o volume de água. A estrutura urbana agrava a situação com a poluição e o entupimento de bueiros com o acúmulo de lixo. As consequências são a perda de moveis e até da residência por completo. A secretária do lar Sonia Aparecida de Sousa conta que na região onde mora, existem muitos catadores de lixo reciclável. O que eles arrecadam e não usam acaba indo parar nos rios próximos. Quando chove o resultado é só um, enchente. Sonia aborda a questão da impermeabilização da natureza. “Cobrem os rios para construir suas casas, assim, em dias de chuvas fortes, os rios acabam transbordando. 
    E acabam prejudicando as pessoas que têm suas casas regularizadas” diz. Ela ainda destaca que no seu bairro existem algumas indústrias e estas fazem a sua parte cuidando para não poluir o meio ambiente. No início deste ano o mau tempo e os danos causados a população levou os mo redores das regiões afetadas a protestarem, exigindo uma posição mais ativa dos governantes.
 Para apoiar as pessoas que sofrem com as consequências das cheias o governo atua liberando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, FGTS. É feita uma analise da ocorrência e se for constatada pertinente o recurso é liberado. 
    O gerente da Caixa Econômica Federal, Rafael Vinicius Machado explica que as agências bancárias atuam somente como "pontes" do dinheiro liberado entre o órgão e o beneficiado, mas quem detém o poder de decidir sobre a liberação é o Governo Federal. Segundo Machado “existem verbas de emergência previstas nos orçamentos das esferas do Poder Público” e por este motivo quanto mais as cidades forem afetadas, pior é para os cofres públicos. Pode ser que o Governo Federal precise arcar com valores que não estavam previstos, e causar um desequilíbrio na economia nacional. Um exemplo de mudanças na economia é o reajuste de seguro de automóveis. Este serviço pode sofrer alteração nos preços devido às mudanças repentinas do tempo. 
    O que acontece é que as seguradoras estão tendo cada vez mais trabalho em ressarcir ou recuperar os danos causados pelo mau tempo. Chuvas fortes, vendavais e enchentes são os principais causadores desses estragos e sendo assim os valores acabam se elevando. O caso mais frequente é quando o veículo é arrastado pela correnteza das cheias.  A Defesa Civil nacional disponibiliza através do www.defesacivil.gov.br informações detalhadas sobre o auxílio prestado em casos de desastres naturais e orienta sobre como proceder em situações de emergêcia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Verdade ou mentira...

O caldo de informações pode conter alguns caroços

A malha cibernética dos códigos binários e sua infinita ordenação que montam e remontam as informações é a segunda maior fonte de informação e de troca dela, em todo o mundo. No Brasil uma pesquisa encomendada pela Máquina da Notícia ao VoxPopulli apontou a TV na liderança do fornecimento de informações com 55,9%, e a internet em segundo com 20,4%. Sendo assim o consumidor que ficava somente em frente às telas somente absorvendo informações, já não é um simples anônimo, ele tem a opção de se expressar livremente através de seu blog, ou Twitter. Mas também não poderá ainda ser considerado um profissional de comunicação, se não tiver a formação necessária. A grande concentração de atenções neste mundo maravilhoso da internet nos conduz a erros e acertos. É quase que de uma facilidade infantil, escreve-se o tema desejado na barra central e “shazam!”, surgem milhões de resultados. Quais deles vão realmente trazer aquilo que procuro? Quais são de fontes confiáveis? Existem muitos que são a mera opinião de quem escreveu. Outros são mesmo informações falsas e até caluniosas.

A democratização do espaço virtual trouxe uma enxurrada de coisas sem nexo, todo mundo quer falar o que pensa. Poucos trazem embasamento para tanto. O conceito de verificação e checagem das informações que tanto é incentivado aos jornalistas não é um hábito entre alguns blogueiros e twitteiros, por exemplo. Alguns deles acabam por repassar sem muita preocupação tudo aquilo que escutam, que lêem, ou que “ficam sabendo”. Quem perde com isso? A sociedade, talvez, ou eles mesmos, que uma hora ou outra vão acabar saindo desta situação de forma não muito agradável. Como ocorreu no caso em que Rubens Barrichello abriu um processo contra o Google, em 2006, exigindo que os perfis falsos da rede Orkut que estivessem relacionados a ele fossem retirados.

A sociedade perde com isso? Sim, claro que perde. Quando existe o repasse de uma quantidade enorme de informações que mal se pode distinguir o bom do ruim, o certo do errado, a situação fica complicada. O espectador não consegue digerir aquilo que está recebendo e então não processa a mensagem que realmente deveria absorver, mas sim só um monte de informações que o confundem cada vez mais. Existem teorias “da conspiração” por parte de alguns céticos de que isto é tática para manter o povo ocupado, como a TV que mostra milhões de propagandas barulhentas e coloridas, que hipnotizam o consumidor e o convence de que ele precisa daquilo para viver. Pode ser que seja. Pode ser que não. Acredito que depende de quem está do lado de cá da telinha ou do monitor. Você tem discernimento para absorver o que importa para você, o que é real? Ou vai acreditar que tudo que você lê, assiste ou escuta é verdade?

Renato Vinicius Filipov, pós-graduado em engenharia de software pelo ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) fez um alerta para a veracidade das informações em seu blog recentemente. Segundo ele é preciso ter olhar crítico para poder identificar o falso e o verdadeiro. No blog Renato conta que a defesa do Google no caso do processo de Rubens Barrichello apresentou a afirmação de que eles somente disponibilizam a ferramenta, mas não se responsabiliza previamente pelo conteúdo publicado. Textos, vídeos, perfis falsos, notícias, e até o site Wikipédia, que serve como uma “Barsa” já tem aquela fama de não-confiável. Se for precisar da informação para algo mais sério é melhor checar para não haver complicações. 

Na dúvida não (acredite) publique! 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Parlamento juvenil reúne iniciantes na vida política

Jovens são selecionados através de suas ideias e seus ideais para representarem seus estados   


  A vida política e suas responsabilidades é coisa que diz respeito aos adultos, certo? Errado. Muitos jovens estudantes do mundo atual estão preocupados, e muito, com as questões que envolvem seu futuro. Luana do Rocio Furlan Marcelo, de 17 anos é um destes jovens. Luana foi selecionada no Programa Parlamento Juvenil através de um texto com o tema “O ensino médio que queremos” junto com mais outros 3 alunos dentre os 15 finalistas em todo o Paraná. Os selecionados foram para Brasília participar da segunda etapa, que escolheu um dos três para ir ao Uruguai, discutir sobre questões como promover a mobilização entre os jovens de ensino médio dos países participantes do Mercosul em torno da temática “O ensino médio que queremos”. Luana foi selecionada e dia 14 de outubro embarca para Motevidéu para representar o Paraná. Ela retorna no dia 17 do mesmo mês.
    A estudante, que está cursando o primeiro ano do segundo grau em um colégio estadual de Almirante Tamandaré, lamenta ter reprovado e tem muitos planos para o futuro, entre eles ser presidente do Brasil. Luana afirma que se sentiu sortuda por ter tido seu texto selecionado para o programa internacional que vai trazer conhecimentos para que possa atuar na vida política. Ela conta que teve somente um dia para fazer a dissertação e que foi muito elogiada pois foi objetiva e clara, expondo ideias e fazendo propostas. E como qualquer jovem, está nervosa com a viagem ao exterior.



Luana teve somente
 um dia para fazer a
 dissertação e foi 
muito elogiada

  


Luana, os colegas Diego D. M. Pinto e Messias D. Andrade, 
e o professor Ari Luis Jarczewski na segunda etapa, em Brasília

 O projeto Parlamento Juvenil do Mercosul segue o modelo do Parlasul e a comissão dos dois tem 126 membros, sendo 18 de cada país. Ana Beatriz Cabral, diretora de concepções e orientações curriculares para educação básica do MEC, contou mais detalhes sobre o programa. “Os países envolvidos, por meio de suas instâncias educacionais, mobilizaram estudantes e docentes, disponibilizaram material para discussão, elaboraram suas declarações nacionais e selecionaram representantes para, junto ao Parlasul, que ocorrerá em outubro no Uruguai, possam encaminhar um documento único para os parlamentares sobre o tema escolhido”. A continuidade do programa ainda depende do sucesso deste processo que está acontecendo. Ana explica que “a continuidade do Projeto será discutida na Presidência Pro Tempore do Mercosul no Paraguai, no próximo semestre, em que os países farão uma avaliação do projeto e traçarão estratégias para garantir sua permanência”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fisioterapia abrindo caminhos

O direito de ir e vir não pode ser limitado pela deficiência...



O ser humano foi criado para ser livre e é acostumado a ser assim. Acostumado a se locomover por conta própria tão logo seus instintos o façam se sentir capaz. Inclusive este é um direito assegurado pela constituição brasileira, o direito de ir e vir. Mas quando a pessoa deixa de ser capaz de fazer isto por conta própria a ciência dá uma mãozinha. Sempre que se fala em portadores de necessidades especiais estamos falando de pessoas que precisam desta ajuda para que seu direito não seja limitado pela falta de condições.
A fisioterapia tem papel fundamental quando se trata da locomoção e da coordenação motora de pessoas com necessidades especiais. Ela faz com que o deficiente recobre parte ou toda a sua capacidade de locomoção, ajuda para que ele não tenha dores ou desconfortos. Normalmente quando se fala em fisioterapia se pensa logo em pessoas paraplégicas ou tetraplégicas, mas a especialidade ajuda também, e muito, aos deficientes visuais. Segundo a professora Andrea Pires Muller, mestre e diretora do curso de Fisioterapia da PUCPR, a pessoa ao adquirir a deficiência, precisa redimensionar seu espaço. Uma vez que a pessoa não enxerga, ela precisa ter maior controle de seus movimentos e assim poder ocupar o espaço de forma que não se machuque, nem esbarre em outras pessoas ou objetos.



O deficiente visual e a necessidade de redimensionar a estrutura
corporal após o trauma



A forma de percepção do deficiente se altera, e além de superar o trauma, ele precisa também se acostumar com a nova condição física. Fazer exercícios que o ambientem, e o tragam para esta nova realidade é fundamental para que o deficiente visual possa viver uma vida normal. Segundo a professora Andrea “o deficiente visual normalmente não procura a fisioterapia, mas sim promove adaptações na sua vida a fim de ter uma melhor noção de espaço”. Mas a fisioterapia pode a judar e muito nestes casos pois, como explica Andrea, “os estimulos propceptivos, que é o que faz com que tenhamos noção do espaço, no deficiente visual, ficam comprometido e ele não tem esta noção em função do não enxergar”. Com bastante treino e boa vontade do paciente, ele consegue melhorar a sua qualidade de vida e conviver com a nova condição, que limita por um lado, mas que desenvolve por outro, como o aumento na sensibilidade do tato e da audição. Com exercícios próprios para cada caso e estímulos para que ele tenha autoconhecimento da sua imagem corporal ele irá dominar seu espaço.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Industria da Multa?


      Curitiba conta com pouco mais de 100 radares distribuidos por toda a cidade para fiscalizar o excesso de velocidade dos condutores. Os radares já chegaram a emitir mais de 460 mil notificações em único mês. E a questão principal em torno das penalidades é a chamada indústria da multa. As opiniões a respeito do assunto se dividem entre contra e a favor e quem acaba sentindo no bolso é o infrator, que desrespeitou a lei. 
    
        O especialista em trânsito Celso Mariano, discorda do título. Segundo ele as leis estão lá por algum motivo plausível, um deles é a proteção do proprio condutor. O especialista faz uma analogia e compara, “assim como a lei que exige que o condutor não faça uso de alcool foi apelidada de ‘Lei Seca’, as penalidades impostas aos infratores e a arrecadação gerada foram apelidadas de ‘Industria da Multa’ ”. Para ele os meios de comunicação contribuem para que esta imagem se torne comum entre a população.

    Ele mesmo que foi multado na data desta entrevista, afirma que os codutores que cometem as infrações sabem que estão agindo de forma ilicita. Para Celso, o principio do funcionamento do trânsito vem da educação de quem o utiliza, e consiste em respeitar o espaço do proximo. Celso conta que “só caberia o titulo industria da multa tal qual é popularizado, por exemplo, numa lombada eletronica que esteja ajustado abaixo da velocidade que esta declarada, marcando 50 Km/h, mas estando regulada para 45Km/h, isso sim é uma armadilha”.

  Numa opinião contrária, o blogueiro e jornalista Esmael Moraes acredita que a indústria existe e prejudica os motoristas desavisados. Ele afirma que as penalidades podem ser chamadas de “barbaridades que se cometem contra a cidadania, a economia e a lei”. 

      A grande maioria das multas emitidas tem fundamento, geralmente causado por excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho. Estes são os causadores dos acidentes mais violentos. A maior reclamação em relação a arrecadação dos valores atraves destas infrações é o investimento que deveria ser feito com os recursos. O especialista Celso Mariano diz que desde que o CTB (Codigo Nacional de Transito Brasileiro) passou a vigorar, em janeiro de 1998 já haveria nos cofres publicos algo em torno de um bilhão de reais, dos quais 5% deveriam ser destinados a educação, porém não existem dados que comprovem o investimento. “Sem contar que o processo é contraditorio, se a fonte de investimento para a educação no transito vem das multas, o sucesso do porgrama elimina a fonte, e vira um círculo vicioso”.

domingo, 4 de julho de 2010

IX Encontro de Antigos - Antonina PR

Depois de uma semana bem corrida, consegui tirar um tempo para escrever sobre o IX Encontro de Antigos que aconteceu em Antonina no final de semana passado (26 e 27/06).


          Cada veículo, além de ser lindo, tem sua história. Como o SP 1973 do José Carlos Domanski. O carro precisou ser vendido às pressas devido a uma viagem do antigo dono, que era jogador de futebol. José contou com a ajuda de seu pai ele adquiriu o carro no ano de 1984, que até hoje não passou por nenhuma reforma, mantendo seu estado original. Inclusive portanto a placa preta, o que entre outras coisas, significa que o carro tem no mínimo 80 % de peças originais, principalmente as do motor.


Com esta compra José passou a gostar do antigo mobilismo e hoje possui outros veiculos como o Galaxie 500 de 1970, o Dodge Polara 1800 do ano de 1979, um Passat TS de 1978 mesmo ano do seu Alfa Romeo 2300, e do ano de 1975 um Jippe e um Fusca. Estes desta vez ele deixou em casa. 




   O casal Ronil e Sueli Ribas gostam do famoso MP Lafer, que causa sensação até em quem não entende nada de antigos. Eles já foram proprietários de seis carros deste modelo, cada um de uma cor. Hoje eles têm o amarelo, que era da cor pérola e tem seu interior todo produzido com bancos bordados e painel de madeira e o azul que não participou do encontro.







E você, gosta de ver os carrões novos da Citroën? Isso por que você não viu este Citroën 1949 que pertence a Elcio Bergamini. O carro pertenceu a três pessoas antes dele, e chegou a passar 30 anos com um dos proprietários. 
Com Elcio é o quinto ano e ele não pretende se desfazer da relíquia. O dono do modelo invocado faz questão de dizer que o carro é de origem francesa, mas foi todo montado na Inglaterra e também se mantém original. O destaque com certeza foi o medolo da porta, que abre ao contrário, o que chamam de porta tipo “suicida”, provávelmente por que era bem complicado para as mocinhas que trajavam saias na época de seu lançamento.



Além destas peças estavam lá marcando presença a turma de opaleiros, os Pumas, Fuscas estilosos, Dodges e Maverics invocados, Landaus e Galaxies e até um BelAir azul com branco. Mas entre todas as histórias uma chamou mais atenção. A do Triumph Mayflower do aposentado Alcione Policarpo Pereira.


Em março de 2002 Alcione descobriu um câncer no rim e a doença trouxe o medo da tortura psicológica. Ele sabia que precisava de algo para ocupar a mente e tentar não dar atenção à doença, de forma que esta não se tornasse um martírio para ele. Então ele resolveu que se ocuparia com o trabalho de restaurar o antigo. Alcione adquiriu o carro completamente destriudo e começou a reforma do zero. 



 
 Procurou peça por peça e hoje posa orgulhoso ao lado do carro verde que chama atenção, não pelo porte, nem pela cor, mas pela bela história de vida. Ele mostra com satisfação o seu trabalho e a trajetória registrada em fotos que ele apresenta em um quadro.


Alcione traz ainda uma miniatura que fica dentro do capô perto do motor, que para ele só não é perfeita por que não tem a mesma cor do Mayflower de verdade. Hoje o câncer já não o incomoda mais.


Entre os premiados do evento estavam o Crysler 300, que poderia ter ganho como o  carro mais longo, mas foi o ganhador da categoria The Best os Sixties, e o Cadillac Eldorado, que também é um carrão no sentido literal da palavra, mas que ganhou na categoria The Best of The Show. 

Pudera ele realmente era o mais lindo, e o seu interior em couro vermelho completou o espetáculo no conversível. O Encontro ainda teve a presença de Elvis cover, pra completar a sensação de estar passeando em Lodres na década de 60.


 

sábado, 22 de maio de 2010

Instabilidade que dói no Bolso

 Ter uma alimentação saudável está ficando um pouco mais caro. As fortes chuvas que vem ocorrendo desde o verão e a instabilidade do clima tiveram grande repercussão nos preços das hortículas, ou hortifruti, como são conhecidas. Uma pesquisa realizada pelo Disque-Economia revelou que os aumentos dentro do último ano variaram entre 50% e mais de 160%. Os produtos que sofreram as maiores altas foram os mais populares como a batata, o chuchu, e o pepino que foi o campeão de reajuste com 169%.
  O problema começa na lavoura. Quando o clima fica instável e apresenta grande volume de chuvas ou geadas intensas, grande parte da produção destes alimentos acaba sofrendo danos. São situações como queda na qualidade dos frutos, quebras no volume, ou até perda total produção. Aí entra a lei de oferta e procura, e os preços sobem. Quem paga com isto é o consumidor, que acaba tendo que substituir o produto que iriam comprar por um similar ou até desistir da compra, como a estudante Cinta Aleixo. Ela conta que se o valor estiver acima do normal ela deixa de comprar e acredita que os agricultores “saiam no prejuízo, pois se o preço sobre é porque a produção caiu e com o aumento de preço a população deixa de comprar”. Diferente da estudante e dona de casa, Cleomara Fernandes que acredita que haja especulação e que nem todos tenham saldo negativo cm estes aumentos repentinos.
  Mas como fugir do gasto excessivo sem perder o valor nutricional do alimento nem gastar além do que o orçamento permite? A professora e economista Maria Madalena Prybicz orienta com pequenas dicas para que o consumidor não precise pagar caro pelo mau tempo, “a população pode variar bastante na hora de comprar os produtos, não deixando que a pouca oferta seja a causa dos aumentos”, diz. Outro modo de driblar os altos custos é substituir os alimentos por outros da mesma família, “se a batata é muito cara, opte por batata doce ou cenoura por exemplo. Use somente as frutas da estação presente, procure sempre optar por frutas ou outras verduras que estejam em ofertas ou com preços reduzidos”, explica.
  A economista ainda alerta ao consumidor que exercite seu direito de fiscal e denuncie aos órgãos municipais caso identifique algum caso de aumento abusivo em relação aos preços destes alimentos. A professora ainda nos relembra ao fato de que “todos somos responsáveis por nossas economias domésticas ou das empresas - é bom sempre estar antenado com que está ocorrendo no mercado, mas nem sempre é somente o clima causador do aumento dos preços – existe especulação sobre o assunto o que gera expectativa na população – qualquer boato é motivo para especular e contribuir para que surja inflação”, finaliza.








Você Sabia?

Para acompanhar os altos e baixos dos preços das hortículas, entre outros produtos, a prefeitura de Curitiba disponibiliza dentro do seu site o Disque Economia. Um espaço de pesquisa voltado ao consumidor, onde ele pode procurar o produto desejado com o menor preço existente na cidade. Produtos de higiene, limpeza, alimentação e bebidas podem ser pesquisados por marca, região ou estabelecimento. Esta ferramenta poderá ajudar na árdua tarefa de pagar mais barato na hora de abastecer a dispensa. O gerente de um supermercado em São José dos Pinhais, Alexandre Gomes, acredita que quando os preços são altos todo mundo sai perdendo, o consumidor por que pode deixar de comprar e o estabelecimento que pode chegar a perder a mercadoria se não vender.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mais um daqueles emails que recebo aos montes. Não, eu não estou reclamando, mas eu recebo muitos mesmo. E a vertigem que dá, ler tanta informação, confunde a mente. Não permite estar certo do que é real e até que ponto ser tão categórico é o melhor modo de agir.
A situação é interessante:
"Direitos humanos...

 Uma senhora americana escreveu um punhado de cartas à Casa Branca, queixando-se do tratamento dispensado aos
 'insurgentes presos' (terroristas), sob custódia do seu governo na baía de Guantanamo. Ela recebeu a seguinte
 resposta do governo:

"CASA BRANCA
600
Pennsylvania Avenue - Washington,D.C. 20016


Cara e preocupada cidadã:
Muito obrigado pelas suas recentes cartas contendo críticas ao modo como tratamos elementos do
Talibã e da Al Qaeda presos atualmente nas prisões da baía de Guantanamo, em Cuba. 


 Nossa administração trata tais assuntos com seriedade e a sua opinião foi ouvida em alto e bom som aqui, em Washington.

A senhora adorará saber que graças às preocupações de cidadãos, como a senhora, nós estamos
criando uma nova divisão do Programa de Reeducação de Terroristas que vai chamar-se 'PROGRAMA DE ACEITAÇÃO
LIBERAL E ESPONTÂNEA DE RESPONSABILIDADE MORAL POR ASSASSINOS', ou seja, ''terrorista adotivo'.

De acordo com as premissas desse novo programa, decidimos alojar um terrorista sob seus cuidados pessoais.

Seu prisioneiro pessoal foi selecionado e o seu transporte, até a sua casa, foi programado para ser feito, sob escolta pesadamente armada,
 na próxima segunda-feira.
Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (pode chamá-lo simplesmente de Ahmed) está destinado a ser tratado pela senhora com o sentido de se
obter os padrões que a senhora pessoalmente tanto exigiu em suas cartas.
Provavelmente será necessário que a senhora c ontrate alguns vigilantes para assisti-lo.
Faremos inspeções semanais para nos certificarmos de que os seus padrões de tratamento estão compatíveis com os que a senhora tão veementemente recomendou em suas cartas.

 Muito embora Ahmed seja um sociopata extremamente violento, esperamos que a sua sensibilidade ao que descreveu como seu 'problema de atitude' possa superar tais falhas de caráter.
Talvez a senhora esteja certa ao descrever estes problemas como meras 'diferenças culturais'. Compreendemos que a senhora certamente
 planeja oferecer-lhe aconselhamento e escolaridade.
Seu 'terrorista adotivo' é extremamente proficiente em combate corpo a corpo e pode tirar uma vida humana com coisas tão simples como um lápis, um prego ou um clipe.
Aconselhamos que a senhora não peça a ele para demonstrar tais habilidades a o grupo de ioga a que pertence.
Ele também é perito em produzir uma ampla variedade de mecanismos explosivos a partir de produtos domésticos comuns, de modo que a senhora, talvez, deseje guardar esses itens em local bem trancado, a menos que, em sua opinião, isto possa ofendê-lo.
 Ahmed não irá querer interagir com a senhora ou com suas filhas (exceto sexualmente), uma vez que ele considera as mulheres como
 formas sub-humanas de propriedade.
Este é um ponto particularmente sensível para ele e, por isso, ele é conhecido por seu comportamento violento em relação às
 mulheres que não conseguem se submeter ao seu código de vestuário, que ele recomenda como o mais apropriado a ser adotado.
Estamos certos de que vai apreciar a anonimidade proporcionada pela 'burka' com o passar do tempo.
Lembre-se apenas de que tudo faz parte do: 'respeito à sua cultura e às suas crenças religiosas'! Não foi assim que a senhora colocou o problema?
 Obrigado, mais uma vez, pelas suas cartas.
 Nós realmente apreciamos quando pessoas, como a senhora, nos mantém informados sobre a melhor maneira de conduzirmos o nosso trabalho.
Dispense ao Ahmed o melhor dos seus cuidados - e lembre-se: estaremos de olho!
Boa sorte!

Cordialmente, Seu amigo Donald Rumsfeld - Secretário de  Defesa do EUA"


 Então, você acha certo mandar o terrorista para a casa da senhora indefesa? Não? 
 E ela, não foi imprudente ao criticar de forma tão dura as atitudes tomadas?

E se fosse no Brasil? Seria mais fácil? Será que já nos acostumamos com a vista grossa que se faz acerca dos crimes cometidos por aqui? Sabemos que na maioria das vezes se o cara não tiver o azar de estar acontecendo algum escândalo político, ele nem será notado. Azar por que é possivel que o crime dele seja usado pela mídia para desfoque do primeiro assunto. Tudo bem, é nesta hora que o povo tem a oportunidade de ver a justiça sendo feita. E é assim que as coisas vão fluindo.

 Ninguém quer para si o pepino para ser "descascado". É mais fácil jogá-los todos na prisão, sistema defasado, porém o único que temos. Querendo ou não, algum efeito deve surtir. Antes isto do que nada. Graças a Deus não estamos em infernos na terra como as guerras em Israel ou na Faixa de Gaza.

Mas não. Não devemos ser complacentes com os criminosos. Nem desviar a atenção que se dá aos acontecimentos políticos. Devemos saber como e de quem cobrar as devidas atitudes em relação a estes acontecimentos. Sem deixar que os assuntos tomem proporções erradas, e se sobressaiam sobre outros, que não são menos importantes. Eu particularmente, se é que cabe agora, não perco a esperança de que sejamos uma nação ciente dos acontecimentos. Mas ciência no sentido real da palavra, saber, entender, refletir, raciocinar. Ter uma opinião, dar a cara a tapa para poder expressá-la. Não ter vergonha do país em que vivemos, mas sim ajudar na construção do seu futuro.


No fim nem sei se estamos certos ou errados, o julgamento pertence aqueles que se prepararam para tanto. Eu estou aqui somente para provocar a reflexão sobre tais assuntos, mas não julgá-los. 



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Miss Imperfeita...

Bom, recebo muitos emails, e dentre eles achei que este foi muito oportuno para momentos de flouxetina...

  A independência feminina trouxe coisas boas e o peso da perfeição. Tem que ser mãe, dona de casa, estudante, profissional e gostosa! E tudo com muita competência. O email entitulado "Miss Imperfeita" é um texto da jornalista e escritora Martha Medeiros que foi publicado na Revista O Globo e retrata muito bem a vontade que algumas mulheres têm de serem mais humanas. Nem todas entram na calça tamanho 38 e medem 1,70m de altura. Mas todas são bonitas, pelo menos pra alguém, e competentes, pelo menos ao ponto de terem uma formação e sucesso em suas vidas... Em todos os sentidos... Basta agora sabermos até onde é preciso ir, para termos o tal sucesso. Sem sacrificar nem um lado, nem outro. Segue o texto dela abaixo. Bom para reflexão.

"Viver melhor.....

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de emails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. 

Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.                                
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante"



Martha Medeiros

 Será que a Madonna pensa assim também???

Concordo muito com a Martha. Levo comigo suas dicas e para quem tiver curiosidade sobre as criações da jornalista, pode conhecer visitando o http://www.pensador.info/p/martha_medeiros/1/ , lá tem ótimos textos dela.

Até!